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O SENHOR, PORÉM, ESTAVA COM JOSÉ

O SENHOR, PORÉM, ESTAVA COM JOSÉ

Ao ler o trecho bíblico que conta a história de José podemos extrair algumas aplicações práticas para nossas vidas, e isto todos sabem. Sendo assim, quero fazer uso deste espaço para refletir em um acontecimento na vida do filho de Jacó.

 

Quando chegou José à casa de Potifar foi colocado sobre tudo, e sobre todas as posses de eunuco estava José. Porém, a mulher de Potifar era algo que José não poderia tocar para deitar-se com ela.

Sabemos que em certo dia a mulher de Potifar desejou José, mas ele recusava. Então, em determinada ocasião a mulher usou de astúcia para se deitar com José, mas este fugiu deixando para trás sua capa. Pois bem, a mulher gritou pelos guardas e mentiu, disse que José teria tentado se deitar com ela e na fuga deixara para trás a capa.

Como era de se esperar, a voz da mulher foi ouvida e José punido, lançado no cárcere. Contudo, em Gn 39.21 vemos a seguinte expressão: “O Senhor, porém, estava com José.” O Senhor era com José? Sim. No cárcere? Na prova? Na humilhação? Poderíamos aqui extrair lições contrárias à teologia da prosperidade e do evangelho que tem o homem no centro, que afirma que é só vitória, que tudo vai bem, que todos que humilharam um servo de Deus vão se ver, etc., ainda mais se considerarmos que ao final José em vez de humilhar seus irmãos perdoou e abençoou.

Mas quero chamar atenção para outro fato. Esta história bíblica nos revela que um homem justo estava sendo injustamente punido por ter feito justiça, por feito a coisa certa. José poderia ter evitado o cárcere? Com certeza sim, bastava deitar-se com a mulher de seu superior. Mas aqui, pesou mais seu temor a Deus, o dever que tinha pra com o Senhor.

Nós, enquanto cristãos, devemos buscar agir da mesma forma. Se fazer justiça para não pecar contra nosso Deus nos colocar em situação difícil, de injustiça, que seja sobre nós a injustiça, mas não pequemos contra Deus. Se sofrermos deve ser pela prática do bem, e não do mal.

Há crentes que às vezes padecem e reclamam, mas estão sofrendo por terem feito o mal. Não há injustiça nisso. Agora, no caso de José era diferente, ele estava sendo injustiçado, pois apenas fez o que era reto aos olhos do Senhor e por isso foi preso, jogado no calabouço.

E nós, o que escolhemos quando diante de uma situação semelhante à de José? Pecar e ficar “tudo bem” ou resistir ao mal, agradando a Deus, e sofrer possíveis consequências?

Mesmo José preso, o Senhor estava com ele, e é isto que importa, sempre.

E você, o que tem escolhido?

 

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