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DIAS CONTADOS

“Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido? Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio” (Salmo 90.10-12)


Dias contados! Foram estas as palavras pronunciadas por Moisés, aquele servo fiel que conduzira o povo de Israel, do Egito até Canaã. E foram muitos os dias terríveis naquela vida! Muitas as experiências, comunhão permanente com Deus! Jamais, creio eu, um homem poderá alcançar experiências tão positivas com Deus, conforme Moisés.

Foram experiências de lágrimas, de sangue, de fogo. Foram também provas muitas de compreensão e muito amor. Nenhum homem, no passado, jamais passara por provas semelhantes àquelas provas de Moisés.

Ninguém tem passado por fatos tão terríveis! As pragas do Egito, o Anjo da Morte, passando à noite e deixando em cada casa egípcia o filho primogênito morto, constitui prova que venceria um coração humano que não houvesse alcançado, na escola da vida, a experiência com Deus, o vigor da têmpera do caráter e da fé do irmão de Aarão.

Havia clamor como jamais haverá, havia sangue, tristeza, angústia, havia pranto e muita lágrima. E também quantos lances difíceis através do deserto, a fome e sede, revolta no meio do povo, sedição, injustiça.

O braço poderoso de Moisés alçado trazia sempre segurança e vitória. No Sinai alcançava a presença de Deus. E resplandecia seu rosto. E seu aspecto era maravilhosamente fulgurante! E o povo temia. E o povo não podia contemplá-lo. E depois de tantas lutas, de tanto trabalho, de muitas provas, eis que este homem extraordinário, no fim de seus anos, apela, ainda carinhosamente: Ensina-nos a contar os nossos dias. Dias contados sabiamente diante de Deus! Seus olhos alcançavam as flores dos prados, campinas verdejante. Seus olhos chegaram até à Terra Prometida. E o Senhor o tomou eternamente.

Não lhe fora dado o privilégio de entrar na terra da promessa. Só de longe! – Vês! Ensina-nos a contar os nossos dias! Que sublime valor tem essas palavras na boca deste servo. Que reflexos alcançam em nossas vidas essa confissão de reconhecimento e submissão! Dias contados sabiamente! Querido amigo, quantos, hoje, ainda não puderam sentir em suas vidas o valor desta mensagem: “Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio”.

E quantos sucumbem aqui e ali. Quantos arrancam os cabelos, desesperadamente. Sentem-se perdidos, sentem-se esgotados, vencidos, incapazes de estancar e refletir. Dias contados! Contados diante de Deus! E são homens e mulheres que, quando sentem fortes os ventos, quando sentem a aproximação de uma tempestade, homens e mulheres que não souberam contar seus dias. Sem uma experiência positiva com Deus, sem haverem experimentado a força do Senhor. E sentem vacilar suas vidas, sentem-se inseguros, e clamam, e choram e desesperam.

E eu quero nesta oportunidade apelar aos seus corações! Insistir para vidas que possam ainda contar com sabedoria os dias da existência. Corações sábios! Dias contados, fielmente, diante de Deus! E é para você, meu amigo querido, que apelo nesta oportunidade. No instante em que seus dias são maus. Nos lances em que sua vida parece difícil e insegura. Quando você sente tudo perder-se a seus pés. É para você que insisto!

Dias contados com sabedoria e amor na presença de Deus! Momentos e horas amadurecidas em oração. E estimuladas pela consagração. Poderosas pela consciência da presença de Deus! Recordo, então, em um novo propósito em sua vida as palavras experientes e sábias de Moisés: “Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio”. Que Deus abençoe sua vida!

 

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