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Arrepender e viver ou não se arrepender e morrer

Existe uma diferença entre arrependimento e remorso. O arrependimento produz vida; o remorso desemboca na morte. Através do arrependimento o indivíduo ganha vida em Deus; pelo remorso a pessoa foge de Deus para a morte. O arrependimento conduz o homem ao céu; o remorso o leva ao inferno. Não houve diferença entre o pecado de Pedro e o de Judas. Pedro negou Jesus, Judas o traiu. Mas, houve grande diferença na maneira deles lidarem com o pecado. Pedro arrependeu-se, Judas encheu-se de remorso. Pedro vomitou o veneno, Judas engoliu o veneno. Pedro foi perdoado e salvo, Judas cometeu suicídio e pereceu eternamente.

O verdadeiro arrependimento envolve três elementos fundamentais:

O arrependimento é em primeiro lugar uma mudança intelectual e de conceito. A palavra grega para o arrependimento, “metanóia”, significa mudança de mente. Por meio do arrependimento compreendemos que o diabo é um embusteiro e o pecado é uma fraude. Por trás da sedutora isca do pecado existe o anzol da morte. Compreendemos também que o pecado é maligníssimo e pior do que a pobreza, a solidão, a doença e a própria morte, pois todos esses males não nos afastam de Deus, mas o pecado sim, ele faz perecer eternamente aqueles que se agarram a ele.

Segundo: Arrependimento é mudança de emoção. A tristeza do mundo produz morte, mas a tristeza segundo Deus conduz à vida (2 Co 7.10). O arrependimento produz uma insatisfação no coração do indivíduo que peca de tal forma, que a pessoa rompe com o pecado e corre para os braços de Cristo. Sem arrependimento a tristeza pelo pecado afunda a pessoa ainda mais no pântano do desespero, enrolando-a num cipoal, prendendo-a com cordas e correntes tão grossas que ao fim, ela se capitula vencida, quebrada, arruinada e perdida. O fim dessa linha é a morte e a própria perdição eterna. Porém, quando uma pessoa se arrepende, ela passa a fugir não apenas das consequências do pecado, mas do próprio pecado. Ela vê o glamour do mundo como esterco e não se deleita mais nos seus manjares, pois sabe que a aparência do mundo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Em terceiro lugar, arrependimento é mudança de vontade e não apenas um sentimento intelectual e emocional. O verdadeiro arrependimento atinge a vontade. É dar meia volta e voltar-se para Deus. Judas deu os dois primeiros passos do arrependimento. Ele reconheceu que tinha traído sangue inocente, confessou o seu pecado e sentiu tristeza por causa dele, a ponto de devolver o dinheiro recebido pela traição, porém, não deu o último passo, não se voltou para Jesus, não pediu perdão, não mudou sua conduta. Apenas a consciência do erro e a correspondente tristeza gerada pelo pecado não são suficientes, é preciso tomar uma decisão. É preciso exercitar a vontade e correr para os braços de Deus. O filho pródigo caiu em si e voltou para a casa de seu pai,  se ele tivesse apenas lamentado sua condição e permanecido na pocilga, teria perecido. Mas ele voltou e encontrou o abraço da reconciliação, o beijo do perdão e a festa da salvação.

Você já se arrependeu de quem você é e do que você tem feito contra Deus? Você tem produzido frutos dignos de arrependimento? Ou ainda se deleita naquilo que Deus abomina? Ninguém pode crer em Jesus sem antes se arrepender de seus pecados. Não há fé salvadora sem arrependimento. A porta do céu jamais se abrirá para aqueles que não entrarem, pela porta do arrependimento. Hoje ainda é tempo de se arrepender. Ainda é um dia de graça. O que você está esperando?

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